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Filosofia

“Wittgenstein sobre Regras e Linguagem Privada”, uma resenha de Elizabeth Anscombe

Tradução de Marco Bach. [Retirado de uma resenha de Wittgenstein: On Rules and Private Language (Cambridge, Mass: Harvard University Press, 1982), de Saul A. Kripke, publicada em Ethics 95 (Janeiro 1985): 342–352].

Breve Prefácio à Tradução

Ontem (8/3/22) foi comemorado o Dia Internacional da Mulher e por isso, em ocasião de tal dia, resolvemos homenagear uma das maiores filósofas do século passado: Gertrude Elizabeth Margaret Anscombe. Embora tenha sido aluna de um dos filósofos analíticos mais reconhecidos — Ludwig Wittgenstein —, Anscombe não é tão famosa em nosso meio, tendo nada de sua obra traduzida para o português. Bom, até agora.

Na presente tradução, disponibilizamos sua resenha ao livro Wittgenstein: On Rules and Private Language, de Saul Kripke — ou, melhor dizendo, de Kripkestein. Aqui, Anscombe traça alguns comentários e críticas sobre a interpretação de Kripke a alguns parágrafos das Investigações Filosóficas, de seu professor. Ela irá argumentar que tal “solução cética” ao problema cético sobre seguir regras de linguagem não está presente na obra de Wittgenstein feito acredita Kripke. Contudo, não obstante, ela reconhece que o problema levanta questões que são, de fato, interessantes de serem discutidas.

G. E. M. Anscombe e seu marido também filósofo, Peter T. Geach.

Anscombe é mais reconhecida pelo seu trabalho em psicologia filosófica Intention, e também pelas suas obras sobre a lei natural à luz de São Tomás de Aquino, consagrando-a, assim, como a mais notável proponente do Tomismo Analítico.

Esperamos que gostem da tradução e que Anscombe venha a ser um pouco mais reconhecida — de uma forma que poucas mulheres foram — pelo seu enorme e rico trabalho filosófico.

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